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06/06/2004 14:11
Contra o amor? Vamos contra quem for contra ele!
Por: Marcela Melo
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marcela@mmeloassessoria.com.br
Jornalista- Assessora de Imprensa
Pesquisas, principalmente de origem americana, têm dito, ultimamente, que a obrigação de se apaixonar tornou as pessoas mais infelizes.
Penso comigo: Poxa!!! Que ser humano, nos dias de hoje, dotado de cursos extra-curriculares, repletos de liberdade de todos os gêneros, ou seja, financeira, emocional, familiar; vivendo numa completa liberdade ilusória de vida, poderá pensar em amar ou se apaixonar por obrigação? Creio, e vocês hão de concordar comigo, que a palavra obrigação nem de longe tem nada a ver com amor e paixão, correto? Muito menos que o amor e a paixão podem tornar alguém infeliz.
Pois bem... O contestamento de alguns dos conceitos mais sagrados da sociedade, como o amor, o casamento e a monogamia tem sido colocados em pauta de debates, livros e entrevistas de revistas e veículos de grande circulação, como algo natural, normal, deixando os seres humanos cada vez mais distantes de qualquer princípio digno de ser, por si só, princípio de vida.
Teses de que o amor, paixão e relacionamentos em geral são somente uma solução para dúvidas e cansaço do ser humano e que qualquer espera de ser feliz no amor complica e acaba com relacionamentos, casamentos e relações estáveis (segundo os mesmos "doutores no assunto, este sentimento exige do casal um esforço quase que sobrenatural) têm sido jogadas pelos canais de mídia, de maneira que o indivíduo lê e simplesmente concorda, acredito eu, por falta de opção. Vivemos num mundo onde o tempo se torna cada vez mais escasso. Trabalhamos 24 h por dia e achamos que o dia deveria ter 48h. Não sobra muito tempo para pensarmos em vida, conceitos e valores. Quem dirá sentir algo, não é mesmo? Mas deveríamos pensar sim nisso e em muitas outras coisas.
Penso que há algo de errado em tudo isso.
Devemos partir do princípio de que o ser humano não conhece o amor de verdade. O amor puro e pleno. No livro bíblico de Eclesiastes, capítulo 9, versículo 1, é dito: "DEVERAS todas estas coisas considerei no meu coração, para declarar tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras, estão nas mãos de Deus, e também o homem não conhece nem o amor nem o ódio; tudo passa perante ele."
Colocando em segundo plano nossa capacidade de amar mesmo, que de forma absolutamente limitada, ainda assim, como podemos associar este sentimento a um fardo em nossas vidas?
Convido você a pensar mais um pouco sobre tais conceitos. Sobre a grande valia de buscar sim um amor e viver esse amor da melhor forma que você puder, acreditando que a melhor forma é sempre a mais simples.
Ame, mas não associe esse sentimento tão lindo a qualquer peso em sua vida. Pesos devem ser eliminados. Não devem permanecer. Se você já tem um amor, cuide dele. Ele será a rosa do seu jardim. Aquela que você poderá reconhecer entre milhões de outras rosas.
Sonhe sim. Permita-se sonhar e ser feliz, porque a ilusão que vivemos é muito dura. Não deixemos que o pouco de bom que ainda nos resta deste mundo seja completamente destruído, como tudo que tem valor o é.
Não são anti-depressivos, livros de auto-ajuda e horas de conversa com seu analista que resolverá nenhum problema dessa ordem. Algumas respostas só obtemos quando resolvemos enxergar, com o coração iluminado dentro de nós mesmos, onde guardamos as mais preciosas respostas e segredos.
enviada por Marcela
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