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14/06/2004 19:59
Como foi difícil chegar até aqui!

Por: Marcela Melo


Há poucos dias, estava assistindo um documentário de TV, cujo assunto era sobre a guerra que o espermatozóide trava para fecundar um óvulo. Achei bem interessante o tema e resolvi assistir. Na verdade, senti vontade de dar risadas e pensei: - Nossa, se isso fosse tão difícil assim, não existiriam tantas grávidas no mundo.

Comecei então a prestar atenção em todo o documentário. A comparação feita no documentário entre a distância que o espermatozóide percorre para fecundar um óvulo, é para nós, a mesma percorrida daqui até o Monte Evereste. Vários espermatozóides percorrem esta distância imensa para fecundar somente um óvulo. Uma corrida incrível, quase interminável e o mais curioso é que quando se chega ao óvulo, os pobres coitados dos espermatozóides ainda tem que fazer um tremendo esforço para penetrar no mesmo e finalmente, se conseguir fecundá-lo, é praticamente um mérito.



Por que falar nisso?



Porque essa foi a primeira guerra que travaram para que estivéssemos aqui nesse mundo. Algum motivo importante deve haver!!!



Isso não é incrível?



Se com boa vontade, decidirmo-nos esforçar mais um pouquinho, conseguiremos então entender o quanto nossas vidas são importantes. O quanto lutaram para que estivéssemos aqui.



Isso é uma dádiva!



Mesmo assim, jogue a primeira pedra quem nunca resmungou: - Por que eu nasci? Ou: - Por que estou aqui?

Algumas vezes soltamos pérolas do tipo: - Preferia estar morto!!!, - Não quero mais viver!!!

É necessário que aprendamos a olhar com outros olhos. Com olhos de amor, de vida, de compreensão, pois atitudes contrárias a estas não demonstra qualquer reconhecimento pela importância que deram à sua vinda aqui. E muito menos a uma atitude honrosa.



Falando em honra, vamos voltar lá no século VIII.

No oriente, há muito, muito tempo atrás, existiam seres lindos, denominados samurais,que viviam um Caminho, cuja conduta de vida destes, era baseada em desapego material, meditações para encontrar equilíbrio ,harmonia com seu eu interior e com o mundo a sua volta, lealdade, patriotismo e devoção à espada. Mas viver e morrer com honra era a base desse caminho seguido pelo guerreiro.



Mas o que é um guerreiro?

Guerreiro, trocando em miúdos, é na verdade aquele que busca seu próprio caminho , tem um objetivo, conhece seus limites e buscava vencer todo o tempo suas fraquezas.



E hoje? O que restou?

Hoje restou o ser humano, que acha que pensa e seus conceitos ilusórios, pragmáticos e destorcidos. Restou o ser humano que acha que sabe tudo da vida. Que não se importa com os sentimentos alheios, que não tem conduta de vida e que não mede esforços se tiver que pisar em meio mundo para alcançar qualquer valor que o traga vaidade, orgulho próprio e aguce algumas de suas personalidades.



Exagero? Não...Realidade! E uma terrível realidade que não deveria existir.

Bom seria se pudéssemos tomar exemplos de sábias civilizações antigas, e experientes. Infelizmente ao invés disso, preferimos idolatrar a Europa ocidental,o berço da civilização humana, quando em face a sua descoberta, o oriente já navegava, comercializava e fazia negócios.



Não pensem que estou levantando bandeiras ou muito menos defendendo ou elogiando nenhuma etnia. Estou somente atentando para o fato de podermos ter acesso e buscar valores em outras culturas que valem pela sua idade, experiência e sabedoria adquirida ao longo de todo esse tempo. E isso é absolutamente diferente de falar ou crer em raças superiores e inferiores.

Tenho certeza que tais culturas, mesmo não existindo hoje em dia como era no princípio, pois tudo se degrada, pode ainda ser inserida em nosso dia a dia e em nossa conduta de vida se assim desejássemos.



Um bom exemplo disso é a Educação Infantil na Ásia Central, onde a educação sexual faz parte dos ritos religiosos e somente por esse motivo, as crianças, ou pelo menos 99,9% delas, são isentas de anomalias sexuais.



O que acontece é que nos dias de hoje, nossas emoções estão absolutamente descontroladas, e passam ao mesmo tempo por alegrias, tristezas, pranto, dor, irritação, prazer, simpatia , antipatia. Se somos elogiados ficamos realmente contentes. Ou não aceitamos elogios. Se alguém nos chama a atenção por algum motivo, nosso humor na mesma hora se deteriora. Podemos estar muito envolvidos com algo de suma importância em determinado momento para nós e é só surgir uma coisa nova que paramos tudo e mergulhamos nesse algo novo de cabeça. E assim sucessivamente.



Por que agimos assim?

Por que aceitamos tudo que a vida nos impõe com tanta facilidade?

Por que nos conformamos em viver alienados a base de copyrights feitos e não nos transformamos em reais formadores de opinião?

Vivemos em meio a globalização, mas a alienação que acompanha todo esse processo é a razão fundamental que nos impede completamente de sermos livres.





A chance é dada a todos. Quando você estiver preparado seu mestre aparecerá. Quando ele vier e você decidir trilhar o caminho, decida com precisão, pois não nos é dada a chance de retroceder, apenas de seguir em frente. Se decidirmos retroceder, os riscos de voltarmos arrebentados é muito grande. Pense também que enquanto você desperdiçar energias, não as terá para atingir suas metas, pois toda sua força acumulada, é na maior parte das vezes dispensada à manifestações negativas, automáticas ao contrário das positivas e voluntárias.



Que tal pensar em reformular tudo isso?





Um abraço,

Marcela Melo

www.mmeloassessoria.com.br

marcela@mmeloassessoria.com.br








enviada por Marcela






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